Filmagem: dicas para uma boa iluminação
Filmagem: dicas para uma boa iluminação
Você sabe tirar o melhor proveito do white balance? Operacionalmente, “bater o branco” (termo popularmente empregado para definir o processo) é tarefa fácil e conhecida de todos os operadores de câmera. Entretanto, a busca pelo “branco mais branco” pode limitar criativamente o trabalho. É possível obter efeitos de cores muito bonitos e interessantes utilizando o white balance. Ao realizar o melhor ajuste, suas imagens ganharão em qualidade e criatividade.
Aplicação
O balanceamento do branco corrige uma pequena influência de cor existente nas fontes de luz branca. Você já notou que o refletor que utiliza para iluminar suas cenas produz uma luz alaranjada? Logo, tudo o que for iluminado por este refletor também ficará alaranjado. Não se percebe este tom laranja porque o olho humano “ajusta-se” à cor da luz, automaticamente. A câmera de vídeo, não. Sem o white balance, a câmera registrará imagens alaranjadas. Quando este é feito, a câmera identifica que a cor da luz utilizada é branca, com uma pequena influência de laranja. A função do ajuste é eliminar essa influência de laranja para que as cores das cenas gravadas sejam mais realistas.
As cores da luz
É importante saber quais são as fontes de luz principais e qual é a predominância de cor em cada uma delas. Você precisará dessas informações para fazer ajustes de white balance mais criativos. Basicamente, é comum trabalhar com três tipos de fontes de luz: incandescentes, fluorescentes e natural (luz do sol). Uma fonte incandescente muito comum é a que temos em casa – a lâmpada comum, “redondinha”. Pode-se perceber que ela é alaranjada. Os refletores utilizados por profissionais que gravam casamentos e eventos sociais também são fontes de luz incandescentes, alaranjadas.
As lâmpadas fluorescentes são as tubulares, aparentemente brancas. Geralmente, encontra-se esse tipo iluminação em escritórios comerciais, supermercados, hospitais, etc. Lâmpadas fluorescentes são muito comuns. Você sabe qual é a predominância de cor da luz proveniente desse tipo de lâmpada? Verde. Ficou surpreso? Se estiver gravando em um ambiente iluminado por lâmpadas fluorescentes e não “bater o branco”, as imagens ficarão esverdeadas. A fonte de luz natural, o sol, produz uma luz azulada. Todas essas fontes emitem uma luz branca – porém, com uma pequena predominância de cor. Vale reforçar que a luz incandescente é amarelada, a fluorescente é esverdeada e a natural é azulada.
Para obter cores naturais
A busca por mais realismo no registro de cores demanda que você “bata o branco” sob a luz que vai iluminar as cenas. Se for gravar uma sequência iluminada por uma fonte fluorescente, deverá ajustar o white balance no local onde a cena será gravada, sob a luz que realmente iluminará o quadro (no caso, uma fonte de luz fluorescente, esverdeada). O balanceamento do branco permitirá que a câmera identifique a cor da luz e elimine a pequena predominância de verde, obtendo-se, assim, uma gravação de cores mais naturais e realistas.
“Corrigindo” a cor da luz
Ao identificar a cor da luz, a câmera a “neutraliza” por meio de uma cor oposta e complementar. A cor oposta ao verde é o magenta (tom identificado no papel do bombom “Sonho de Valsa”). Logo, ao bater o branco sob uma fonte de luz fluorescente, a câmera estará adicionando magenta, para que a cor da luz seja corrigida e as imagens não fiquem esverdeadas. A cor oposta ao azul (luz natural) é o âmbar (tom alaranjado, semelhante à das fontes de luz incandescentes). Sabendo como a câmera corrige as cores da luz você poderá fazer ajustes de white balance mais criativos e corrigir problemas muito conhecidos.
Fontes de luz fluorescentes
Você já percebeu que as pessoas parecem mais pálidas quando trabalhamos com uma fonte de luz fluorescente, mesmo ajustando o white balance corretamente? Para solucionar esse problema, bata o branco por meio de uma gelatina ou filtro de correção levemente azul, colocado em frente à lente da câmera. Depois , retire a gelatina e grave normalmente. Você verá que as pessoas parecerão mais “coradas” e a tonalidade geral da cena será mais “quente” e agradável – mais âmbar. Como isso é possível? Ora, é simples: ao colocar uma gelatina azul em frente à lente, a câmera “compreende” que a luz que está iluminando a cena é azul e adiciona âmbar para corrigir e eliminar esta tonalidade. Ao se retirar a gelatina azul, todas as imagens ficarão com a influência da cor âmbar (alaranjada).
É importante que a gelatina utilizada para bater o branco seja levemente azul, para que as imagens finais não fiquem muito alaranjadas. Eis as gelatinas possíveis para se obter um bom resultado nesta situação: 218 e 203, da Lee Filters, e 3208 e 3216, da Rosco (linha Roscolux). Pode-se utilizar qualquer outro material doméstico para bater o branco, como papel celofane colorido, por exemplo. Apenas não o coloque em frente ao refletor, pois o material é altamente inflamável!
Pôr-do-sol
A mesma técnica pode ser empregada para obter uma bela tomada de um pôr-do-sol. Se desejar que a coloração da imagem fique bastante alaranjada (“quente”), basta bater o branco com o auxílio de uma gelatina azul em frente à lente da câmera. Ao retirar a gelatina para fazer a tomada, a imagem gravada terá uma suave tonalidade âmbar. Gelatinas: 202, da Lee Filters, e 3202, da Rosco (linha Roscolux).
Noite “americana”
Será possível simular uma noite ou um entardecer durante o dia? É possível, sim – e não é difícil obter o efeito, conhecido como “noite americana”. É necessário que a iluminação seja bastante contrastada (com claros e escuros intensos) para que o efeito seja mais convincente. Depois, deve-se bater o branco com uma gelatina âmbar. Ao retirar a gelatina, as imagens ficarão azuladas, o que reforçará a impressão de que a cena está sendo gravada à noite, gelatinas: 285, da Lee Filters, e 3408, da Rosco (linha Roscolux).
Conclusão
Você aprendeu que, no processo de realizar o white balance para corrigir a cor da luz, a câmera de vídeo acrescenta uma cor oposta. Agora que sabe como a câmera trabalha, experimente bater o branco com o auxílio de gelatinas e filtros de correção “Publicado na revista ZOOM Magazine”
http://www.zoomagazine.com.br
Dez dicas fundamentais para fazer movimentos de câmera e tomadas estáveis
Dez dicas fundamentais para fazer movimentos de câmera e tomadas estáveis
Emerson Calvente
Por que a câmera se move? Há uma tendência entre os operadores de câmera-especialmente, os iniciantes – de exagerar nos movimentos de câmera. Cuidado! Todo movimento de câmera deve ter um propósito: contribuir para uma melhor compreensão do expectador sobre o que está vendo. Do contrário, o movimento terá um efeito dispersivo e chamará mais atenção do que o tópico abordado. O mesmo vale para tomadas instáveis, “balançadas”. Elas só servem para lembrar o expectador de que há alguém operando a câmera, fazendo com que a gravação tenha uma aparência amadora. Por esse motivo, Zoom Magazine apresenta dez dicas para obter tomadas e movimentos de câmera estáveis e profissionais. Capriche na gravação!
Utilize um tripé ou outros equipamentos
Muitos operadores acham que o tripé é um incômodo, e que só atrapalha e atrasa a gravação. Incômodo, mesmo, é assistir a imagens feitas por esses “operadores” de câmera. Há tripés de todos os tamanhos, levíssimos e compactos. A estabilidade das tomadas e suavidade de movimentos proporcionadas por um bom tripé são incomparáveis. Outros equipamentos, como monopés ou suportes, que permitem o apoio de câmeras pequenas no ombro, são igualmente recomendáveis – ainda que não tão eficientes. Podem ser uma boa solução em casos nos quais não é possível utilizar um tripé. Não seja preguiçoso e pare de inventar desculpas: use um tripé!
Desfrute do sistema de estabilização eletrônica das camcorders
Muitas camcorders digitais possuem um sistema de estabilização eletrônica muito eficiente para tomadas feitas com a câmera na mão (veja matéria nesta edição). Esse recurso é especialmente útil em tomadas paradas, e não deve ser utilizado em movimentos de câmera como panorâmicas, zoom e travellings, pois a camcorder não “entende” que o operador quer fazer um movimento e tenta corriji-lo. Em algumas comcorders o acesso a essa função se dá por um único toque num botão. Em outras, é necessário acessar o menu da câmera.
Procure apoios naturais para o corpo e a câmera
Muitas vezes, não é possível carregar um tripé ou um monopé, não é mesmo? Embora esses equipamentos estejam cada vez menores e mais leves… Porém, ninguém vai querer ver suas imagens se elas estiverem muito “balançadas”. Procure algum tipo de apoio para a câmera ou para o corpo – como uma parede, uma árvore, um muro baixo, um degrau etc. Faça tomadas estáveis: apóie a câmera em algum lugar.
Não capte tomadas em teleobjetiva com a câmera na mão
Você utiliza uma teleobjetiva quando fecha o ângulo de visão da objetiva, fazendo um zoom in. Quando estiver gravando com a câmera na mão, não utilize a teleobjetiva, pois ela amplia os movimentos não voluntários do operador. Prefira trabalhar com o ângulo de visão aberto, utilizando a grande-angular, que “esconde” as trepidações.
Mantenha a camcorder afastada do corpo e utilize o lcd
As camcorders digitais geralmente possuem um monitor de cristal líquido colorido (LCD) localizado na lateral esquerda da câmera. Esse monitor facilita muito a realização de tomadas em que a câmera não está apoiada no ombro. Atenção: mantenha a camcorder afastada do corpo para não transferir seus movimentos para a câmera.
Mova-se de uma posição desconfortável para uma posição confortável
Essa regra vale para qualquer movimento, mas principalmente para panorâmicas com a câmera na mão. Comece o movimento com o corpo “torcido” ou “enrolado” e termine com a posição confortável. Dessa maneira, seus músculos estarão relaxando, perdendo a tensão e retornando para a posição natural.
Evite tomadas com a câmera na mão de cenas sem movimento
Quando fazemos uma tomada de uma paisagem ou museu, geralmente nada se move no quadro. Nessas situações, se você “balançar” demais a câmera, seus movimentos serão muito perceptíveis e só causarão distração. Por isso, evite fazer tomadas estáticas com a câmera na mão de cenas que não possuem movimento interno.
Use carrinhos improvisados para fazer travellings
Muitas vezes, carrinhos como os de supermercado ou para transporte de materiais podem ser valiosos na improvisação de um travelling. Escadas rolantes e elevadores panorâmicos em um shopping center também podem proporcionar boas imagens. Aproveite todos os recursos disponíveis para melhorar seus movimentos de câmera.
Corrija tomadas “balançadas” durante a edição, utilizando softwares adequados
Softwares como o Adobe After Effects 5.0 possuem recursos para estabilizar imagens que ficam muito “balançadas”. Não é um recurso mágico, mas funciona muito bem para corrigir leves movimentos involuntários do operador de câmera.
Caminhe com os joelhos flexionados
Se for realmente necessário caminhar para fazer uma tomada, caminhe com os joelhos flexionados, o que permitirá que os músculos das pernas atenuem os movimentos. Novamente, o visor de cristal líquido colorido (LCD) será útil para que você não precise encostar a câmera ao corpo. É necessário um pouco de treino para conseguir relaxar e obter bons resultados!
“Publicado na revista ZOOM Magazine
Emerson Calvente é professor do Centro de Comunicação e Artes do Senac-SP em cursos de operação de câmera, planejamento visual e linguagem.
Saiba mais em www.calvente.hpg.com.br
Cuidados com seu DVD
Cuidados com seu DVD
1) Para retirar o DVD do estojo pressione o dedo indicador na parte central para liberá-lo das presilhas e após este procedimento segure-o pelas bordas ou pelo furo central.
3) Ao escrever sobre o disco use somente caneta ponta porosa.
4) O prazo de validade é indeterminado, mas conserve-o livre de poeira e em lugar arejado entre temperatura de 0º a 30º C.
5) Muitos aparelhos fabricados com a data anterior a Fevereiro de 2003 não reconhecem as gravações de DVDs feitas de forma não industrial, como é o caso do trabalho que realizamos. Por isso é importante verificar a compatibilidade entre o seu equipamento e as mídias gravadas não industrialmente (DVD-R ou DVD-RW).
6) Para maior segurança consulte o site DVD Player Compatibility List que contém a relação de paraticamente todos os aparelhos de DVD vendidos no mundo com a sua compatibilidade com as midias não industriais.Para tanto acesse o seguinte endereço na Internet:
http://www.videohelp.com/dvdplayers.php?DVDname=Panasonic+Dvd-s35pl-s&Submit=Search&Search=Search
QuickTime 6.5.1
QuickTime 6.5.1
Nova versão do QuickTime. Permite assistir videos de alta qualidade no seu computador. Você terá controle de graves e agudos, visualização de imagens e flash e visualizará BMP, GIF, JPEG, PICT, PNG, SGI, TIFF, Adobe Photoshop, e FlashPix. Esta nova versão possui vem agora com suporte a MPEG-4 ou .mp4
Roda em Windows 95, 98, NT, 2000, ME, XP
Download: qtinstall.info.apple.com
DivX Player 2.5.3
DivX Player 2.5.3
Player especial que reproduz com muito mais qualidade os videos DivX.
Roda em Windows 95, 98, NT, 2000, ME, XP
Download: download.divx.com
AvPlayer 1.00
AvPlayer 1.00
Player multimídia avançado capaz de rodar arquivos de vídeo e áudio nos mais populares formatos de arquivo e sem sobrecarregar o seu sistema.
Roda em Windows 95, 98, 2000, ME, XP
Download: http://www.av-software.com/AvPlayer.zip



